De táxi a viatura de Ralis, Clássico alemão foi de tudo um pouco. E também um campeão de vendas.
Começado a ser fabricado um pouco mais de dois meses antes, o Mercedes-Benz W123 foi apresentado faz hoje 50 anos. Naquele dia 27 de Janeiro de 1976, no Circuito de Paul Ricard, iniciou-se uma história que seria contada, numa década, em quase 2,7 milhões de unidades vendidas.
Levados para França num comboio especial, 33 unidades do novo modelo da Mercedes-Benz chegaram ao Sul de França naquele Janeiro de 1976. No total, nada menos do que nove modelos diferentes, num claro sinal do que viria a ser o W123: uma base para uma gama alargada, que venderia muito.
Ninguém o poderia garantir nesse dia, mas o W123 viria ser um dos maiores sucessos comerciais da Mercedes e um dos automóveis mais apreciados pelos condutores, designadamente os motoristas de táxi, principalmente graças ao seu extremo vigor e à sua fiabilidade, que se tornaria legendária, graças ao facto de muitos deles – principalmente as versões diesel, mas também a versão a gasolina com o excelente 6 cilindros, do 280 CE – virem a atingir quilometragens recorde.
Apresentando-se originalmente como uma Berlina, com modelos que iam do 200 D até ao 280 E, com vários níveis de equipamento, a partir do primeiro ano de vida o W123 não parou de evoluir e alargar a sua oferta.
Em 1977, no Salão de Genebra, a Mercedes apresentou o Coupé, utilizando as mesmas motorizações. A ausência do pilar central da porta contribuia para a elegância do automóvel e este continuaria quase inalterado durante toda a duração da sua produção.
Em 1978 foi a vez da “break” W123 fazer a sua aparição. Esta série, baptizada de T-waggen, seria largamente publicitada a partir da sua apresentação.
Entretanto, e reforçando as suas qualidades de “resistente”, o W123, sob a forma de 280 E, marcou presença no Automobilismo, vencendo a Maratona Londres-Sydney, prova de mais de 30 mil quilómetros, em estradas da Europa, Ásia e Oceania. Conquistando também a segunda posição, a viatura vencedora, que foi conduzida por Andrew Cowan, pode hoje ser vista no Mercedes-Benz Museum.
Em termos estéticos, o sinal distintivo exterior mais marcante, são os dois faróis redondos, situados atrás de um vidro comum com ranhuras horizontais, respectivamente um farol de estrada contíguo a um farol de halogéneo, de diâmetro inferior, de nevoeiro. Os modelos topo de gama têm faróis rectangulares de halogéneo, que passaram a ser de série em toda a gama a partir de Setembro de 1982, sendo que nesse mesmo ano passou a ser proposto como opção o air bag (para o condutor) e o ABS.
Até Novembro de 1985, do W123 seriam produzidos 2.696.915 exemplares, dos quais 2.375.440 Berlinas e só do 240 D foram produzidos 454.780 exemplares.
Foto: Media Mercedes
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27.1.26
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