Clássicos (ainda) resistem à subida dos supercarros

Amélia Island: dois leilões, dois destinos…

Ao ser licitado por 16.505.000 dólares, um Ferrari 250 GT SWB California Spider, de 1960, foi o mais valioso nas vendas de Amelia Island. Mas só valeu um pouco mais de um milhão do que um Enzo, de 2003. Os Clássicos (ainda) resistem ao crescimento dos supercarros.

Os dois leilões de Amelia Island — o “oficial”, da Broad Arrow, e o da Gooding/Christie’s – terminaram com resultados bem diferentes.

Na venda promovida pela Broad Arrow o mais valioso foi o referido Ferrari Enzo, mas, além disso, cinco dos dez automóveis mais valiosos foram fabricados já este século.

O Clássico com licitação mais alta (terceiro da tabela) foi um Lamborghini Miura P400 SV, de 1972, vendido por 6.605.000 dólares.

Um recorde mundial para o modelo, que superou em muito a estimativa, conseguido por um automóvel que nunca foi restaurado (esteve 50 anos nas mãos do mesmo proprietário) e que tem a particularidade de ser um dos 13 exemplares vendidos nos Estados Unidos dotado de ar-condicionado.

Bem diferente foi o panorama do leilão da Gooding/Christie’s. No “top ten” terminaram nove Clássicos, sendo a excepção um Porsche Carrera GT, de 2005.

Depois do 250 GT SWB California Spider, que superou o valor estimado mínimo, a segunda maior venda do evento também foi de um modelo da Ferrari, no caso o 212 Export Spider comprado novo pelo realizador italiano Roberto Rossellini em 1951. Foi vendido por 3.415.000 dólares, valor superior à estimativa máxima.

Os dois Ferrari foram acompanhados no “top 3” do leilão da Gooding/Christie's por um monolugar Miller FWD Special, de 1932, carro que terminou em quarto lugar nas 500 Milhas de Indianápolis de 1936.

Verdadeira peça de História, equipado com um motor de quatro cilindros que debita mais de 250 cavalos, foi vendido por 3.305.000 dólares.

Voltando à Ferrari, mais três modelos da marca de Maranello colocaram-se entre os dez mais valiosos: um 750 Monza, de 1955, e um 275 GTB/4, de 1967, ultrapassaram os três milhões e um 250 GT Lusso, de 1963, foi licitado por 1.765.000.

Destaque merecem ainda vendas como um Lamborghini Miura P400 S, de 1969, pintado na cor "Arancio Miura" (2.590.000 dólares), um Mercedes-Benz 300 SL Gullwing, de 1957 (2.012.500 dólares) e um Alfa Romeo 6C 1750 Série V Gran Sport, de 1932, com carroçaria Zagato (1.957.500 dólares).

Por último, um dos apenas 27 Jaguar XJR-15 homologados para uso na via pública (de um total de 53 produzidos) foi vendido por 1.077.500 dólares.

Este desportivo britânico, produzido no início da década de 1990 pela Tom Walkinshaw Racing (TWR), está equipado com um motor V12 de 6,0 litros, que debita mais de 450 cavalos, acoplado a uma transmissão manual de cinco velocidades.

Para além de raro, este Jaguar XJR-15 tinha ainda a particularidade de ter apenas 350 quilómetros percorridos quando foi colocado à venda em Amelia Island.


Foto: Gooding/Christie's

Clássicos (ainda) resistem à subida dos supercarros Clássicos (ainda) resistem à subida dos supercarros Reviewed by Auto Vintage on 11.3.26 Rating: 5

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