Pablo Pazó-Ezequiel Salgueiro (Históricos) e Rui Salgado-Luís Godinho (Spirit) voltaram a triunfar.
Na 11ª edição do RallySpirit quase tudo se repetiu. No bom sentido. O espectáculo, a emoção e até os vencedores – Pablo Pazó-Ezequiel Salgueiro, nos Históricos, e Rui Salgado-Luís Godinho, no Spirit. Diferente foi a principal vedeta, o “eterno” Stig Blomqvist.
Em boa verdade, esta edição do RallySpirit foi mais além do que as anteriores, em quantidade e qualidade, confirmando o percurso de afirmação que faz deste evento uma celebração muito própria da história e da cultura dos Ralis.
Mais do que uma prova, o RallySpirit voltou a assumir-se como uma experiência emocional, construída sobre a memória, a paixão e a capacidade única de aproximar diferentes gerações em torno de carros, sons, protagonistas e imagens que continuam a ocupar um lugar especial no imaginário dos adeptos.
A presença de Stig Blomqvist ao volante do raríssimo Ford RS200 S conferiu a esta edição um brilho ainda mais especial.
Para o campeão sueco, “o regresso a Portugal e ao RallySpirit fez-me reviver outros tempos e recuperar muitas memórias. Sendo já a segunda vez que participo neste evento, foi fácil perceber como ele cresceu, com tantos carros diferentes e como continua a entusiasmar tantos adeptos dos ralis. Só posso dizer que foi um enorme prazer fazer a prova ao volante do Ford RS 200, de Grupo S, um carro único, que dá muito prazer de condução, mas que também é muito exigente... para a minha idade!”, revelou à chegada a Barcelos, final do evento, o piloto de 79 anos.
No plano desportivo, a prova voltou a conciliar espectáculo e competição, mantendo a sua identidade muito própria com repartição da classificação por diferentes categorias.
Nos Históricos, depois de vencer em 2018, 2021 e 2024, Pablo Pazó-Ezequiel Salgueiro voltaram a escrever história, deixando registada a quarta vitória no RallySpirit, ao volante do seu habitual Talbot Sunbeam Lotus, desta vez sem adversidades de maior.
O triunfo foi construído de forma expressiva, com Eugenio Gonzalez e Samuel Rodriguez, em Ford Escort MK II, a assegurarem o segundo lugar, mas já a 2m34,9s, enquanto Pedro Oliveira e José Fernandes levaram pela primeira vez ao pódio o BMW 635 CSi.
Já na categoria Spirit – na qual inicialmente Rui Madeira-Paula Madeira foram os principais protagonistas, até serem “travados” por dois furos consecutivos no Mitsubishi Lancer Evo III – a vitória foi da dupla Rui Salgado-Luís Godinho.
A equipa do Peugeot 306 GTi soube capitalizar experiência e rapidez para selar a sua terceira vitória no evento, mantendo-se como a única que conseguiu vencer, até hoje, em duas categorias diferentes.
No segundo lugar do Spirit terminaram Alberto Bermudez-Jose Angel Varela, em Ford Escort MK I, enquanto Rui Madeira-Paula Madeira, apesar de vencerem todas as especiais do último dia, já não conseguiram ir além do derradeiro lugar do pódio. Finalmente, na categoria Extra, Fernando Peres e José Pedro Silva, em Mitsubishi Lancer Evo IX, venceram, depois de superarem um furo no primeiro dia, recuperando a liderança a meio da segunda etapa para não mais a largarem até final.
Stig Blomqvist e o Ford RS200 S. As estrelas este ano.
Fotos: Rui Correia e João Paulo Martinho
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