Visionário empreendedor nasceu a 28 de Abril de 1876.
Nicola Romeo, o engenheiro e empreendedor que, em 1915, comprou a Anonima Lombarda Fabbrica Automobili, ALFA, nasceu faz hoje 150 anos. Começou por estudar Engenharia – em Nápoles, mas também na Bélgica, em França e na Alemanha – e tornou-se um empresário visionário, sem o qual não teria existido uma marca como a Alfa Romeo.
Tudo começou a 28 de Abril de 1876, quando Nicola Romeo nasceu no seio de uma família numerosa e de recursos modestos em Sant'Antimo (Nápoles).
Apesar das dificuldades financeiras, o jovem filho de um professor primário estudou até se formar em Engenharia (Civil e Eléctrica) em Nápoles.
Seguiu depois para Liège, na Bélgica, onde deu continuidade aos estudos, o que também fez, por algum tempo, em França e na Alemanha.
Com toda essa formação, começou a colaborar com companhias ferroviárias inglesas e norte-americanas e em 1906 abriu o seu próprio negócio, fundando a "Ing. Nicola Romeo & C.”, com sede em Milão.
A empresa importava máquinas norte-americanas (desmontadas) para projectos de engenharia civil. Durante a Primeira Guerra Mundial, Romeo decidiu expandia a empresa, adquirindo novos sócios e comprando a recém-liquidada empresa ALFA, iniciando a produção de armamentos.
O negócio enriquecera Romeo, que em 1918 abriu a empresa a novo capital, mudando ao mesmo tempo a denominação para "Società Anonima Italiana Nicola Romeo & C.”. Redirecionou a produção, mais uma vez, entrando nos sectores agrícola e ferroviário.
Apenas um ano depois, entrou, também, na indústria automóvel.
Com a reconversão industrial após a Primeira Guerra Mundial, Nicola Romeo deu à empresa de Portello uma nova missão, muito concreta e bem-sucedida: a produção de automóveis desportivos de turismo de alto desempenho, que vieram a desempenhar um papel de liderança nas competições internacionais.
Nicola Romeo interpretava a participação nas corridas com dois objectivos principais: promover os automóveis de produção e aproveitar os avanços tecnológicos alcançados nas pistas, transferindo em seguida as soluções técnicas mais eficazes para os modelos de turismo.
Romeo teve a inteligência e a perspicácia para recrutar homens de grande calibre, com dois nomes acima de todos: Vittorio Jano e Enzo Ferrari.
A primeira grande vitória da Alfa Romeo, na Targa Florio de 1923, não foi suficiente para Nicola Romeo consolidar definitivamente a sua marca nas corridas.
Viria a ser o próprio Enzo Ferrari quem, a pedido de Romeo, trouxe Vittorio Jano para Milão. Jano foi o homem que projectou o carro de Grande Prémio P2, cujas vitórias impulsionaram a Alfa Romeo para o auge do sucesso desportivo internacional.
Entretanto, no final de 1921, o Governo italiano, através de bancos, assumiu o controle da Alfa Romeo, inaugurando uma nova era para a empresa.
Nicola Romeo continuou como CEO, trazendo a sua experiência para a transição. Foi ele quem renunciou ao cargo, em 1928, para no ano seguinte ser nomeado senador do Reino, um prestigioso reconhecimento pela sua contribuição para a indústria italiana.
Faleceu a 15 de Agosto de 1938, em Magreglio (junto ao Lago Como), onde vivia a sua reforma, na companhia da esposa e dos sete filhos, deixando como legado a memória de um protagonista determinado e visionário da indústria italiana.
Foto: Media Stellantis
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