António Peixinho (1935-2026)

Partiu um dos mais versáteis pilotos nacionais, que brilhou nos anos 60 e 70.

Faleceu António Peixinho, um dos mais versáteis e populares pilotos nacionais dos anos 60 e 70, protagonista de vários êxitos, no Continente e em Angola. Um personagem singular, que continuou quase até ao fim dos seus dias a ser uma figura presente e muito popular no mundo do Automobilismo.

Quem geria a sua página de Facebook escreveu hoje:

“António Peixinho (1935-2026) partiu hoje para a maior de todas as corridas. O mundo dos automóveis fica mais pobre e acima de tudo mais triste. Obrigado por tanta alegria e tantos momentos felizes, querido amigo. A despedida final terá  lugar na próxima segunda-feira, às 17:00, no crematório de Barcarena”.

Natural de Aveiro, nascido no seio de uma família que ainda hoje tem o seu apelido na mais icónica artéria da cidade – a Avenida Lourenço Peixinho, avô do piloto hoje falecido – António Peixinho desde cedo demonstrou a sua paixão pelos desportos motorizados.

Ainda no final da década de 50 participou em provas de Motociclismo e, depois, de Automobilismo, inicialmente como navegador e depois como piloto.

Em 1961, ao volante de um Alfa Romeo (a marca que mais o marcaria), tendo José Lampreia como navegador, venceu a terceira edição da Volta à Ilha da Madeira, o seu primeiro êxito relevante.

Dois anos mais tarde, fazendo dupla com Manuel Lopes Gião, com um Cooper S, venceu o Rally Rias Bajas, a sua primeira vitória além-fronteiras.

Radicando-se em Angola – onde se manteve até 1974 –, após ali ter terminado o serviço militar, foi na então colónia portuguesa que viria a conseguir os seus maiores êxitos.

O seu primeiro feito conhecido internacionalmente registou-se em 1964, no Grande Prémio de Angola, que concluiu no quinto lugar, conduzindo um Ferrari 250 GTO da Écurie Francorchamps.

A par das provas disputadas em Angola, Peixinho competiu também no Continente, como aconteceu no ano de 1965, quando, ao volante de um Lotus Elan, venceu a Rampa do Montejunto.

Em Junho de 1967, venceu a categoria Turismo (Grupo 1 e 2) do I Circuito da Granja do Marquês e no ano seguinte (navegado por “Jocames”) levou o seu Morris Cooper S ao terceiro lugar do Rallye TAP.

Em 1969, nas Seis Horas de Vila Real, o piloto aveirense, com um Alfa Romeo 1750, liderou a categoria Turismo de Série, instituída nesse ano.

Tendo em Angola como grande rival em pista Nicha Cabral, isso impedia a amizade, traduzida em várias provas em que, em 1973, fizeram dupla ao volante de um Lola T292.

Lola T292 que seria, nas 6 Horas de Nova Lisboa de 1974, o último automóvel com o qual António Peixinho (fazendo dupla com Mabílio de Albuquerque) venceu uma corrida, um mês antes de terminar a sua carreira, nos 500Km de Benguela.

António Peixinho (1935-2026) António Peixinho (1935-2026) Reviewed by Auto Vintage on 13.2.26 Rating: 5

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