Corridas para todos os gostos, numa edição memorável.
Ao longo do fim-de-semana, o Estoril Classics, para além das duas corridas dos Fórmula 1, teve muitos outros atractivos. Em resumo, foram dias em que se viveu um encontro entre a História, emoção e a paixão pelo Desporto Automóvel.
Um dos dominadores do fim-de-semana foi o imponente Panoz LMP1 Roadster S, que venceu as duas corridas da Endurance Racing Legends.
Na sua primeira presença em Portugal, o Panoz voltou a evidenciar que sua configuração exótica não o impede ser competitivo e Olivier Galant venceu a corrida de sábado, após um duelo intenso com o “pole-position” DBA 03S, pilotado por Emile Breitmayer, que terminou a corrida a escassos seis décimos.
O MG EX264 LMP2 de Mike Newton completou o pódio, seguido do Courage C65 conduzido por Romain Belleteste e Martin O’Connell.
Já no segundo dia, na segunda corrida da Endurance Racing Legends, o Panoz LMP1 Roadster S de Olivier Galant voltou a vencer, repetindo, confirmando a sua superioridade entre os protótipos modernos.
O MG EX264 LMP2 de Mike Newton garantiu novamente um lugar no pódio, desta vez em segundo, enquanto o DBA 03S de Emile Breitmayer, que esteve na luta pela vitória até à penúltima volta, terminou em terceiro, reforçando a consistência dos três protagonistas ao longo do fim-de-semana.
Na The Gentlemen Challenge, no primeiro dia, o Lister Knobbly Chevrolet, de Luc Pierre Verquin, impôs a sua agilidade, vencendo uma corrida marcada pela presença de vários Porsche 904/6 Carrera GTS, conduzidos por Hipólito Pires e Manuel Gião, os segundos classificados, Stephan e Philipp Koenig, e Luca Littardi, que continuam a ser referências incontornáveis desta competição clássica.
Nos lugares seguintes classificaram-se o Morgan SLR de John Emberson e Nigel Greensall e o Lotus XI de Jean Pascal Cuerel, dois carros que acrescentam elegância e história a uma grelha que mantém viva a essência das corridas de GT dos anos 1950 e 1960.
Já no segundo dia a história, no que diz respeito à The Gentlemen Challenge, foi diferente.
O Bizzarrini 5300 GT de Volker Hichert venceu a segunda corrida, invertendo o resultado da véspera, onde o Lister Knobbly Chevrolet de Luc-Pierre Verquin tinha sido o mais forte. Desta vez, Verquin terminou em segundo, seguido pelo Porsche 904/6 Carrera GTS de Carlos de Quesada e Catesby Jones.
Já a Classic Endurance Racing 1 voltou a oferecer uma corrida profundamente evocativa da era dourada dos Protótipos e GT’s da Resistência, com máquinas que marcaram de forma indelével as décadas de 1960 e 1970.
A vitória sorriu ao Lola T70 Mk3B GT de Jan Magnussen de Chris Ward, que impôs um ritmo consistente ao longo da hora de corrida.
Logo atrás, o Porsche 917 K de Claudio Roddaro reforçou a aura mítica do automóvel, recordando em pista o impacto que este modelo teve nas grandes maratonas da época. O pódio ficou completo com o Lola T70 Mk 3B Spyder de Emile Breittmayer, que assinou uma exibição sólida.
No domingo, na Classic Endurance Racing 2 o Lola T286 de Maxime Guenat voltou a ser protagonista, vencendo a corrida após uma exibição sólida. O Lola T282 de Stéphane Nguyen terminou em segundo, enquanto o TOJ SC304 de Yves Scemama completou o pódio.
A repetição de Guenat no degrau mais alto reforçou a sua autoridade ao longo do fim-de-semana, uma vez que o piloto suíço levou o Ford Capri RS 3100 ao triunfo na Heritage Touring Cup. Os BMW 3.0 CSL marcaram presença no pódio, com o exemplar de Olivier e Emile Breittmayer em segundo e o de Dominique Guenat e Guillaume Mahé em terceiro, recriando o ambiente das grandes batalhas dos Campeonatos Europeus de Turismo.
Numa das mais pequenas grelhas de todo o programa, os Sixties Endurance, reservado a desportivos anteriores a 1963 e GT’s anteriores a 1966, tinham como principais figuras os Shelby Cobra.
Esse favoritismo começou por se confirmar nos treinos, com três deles a dominarem (dois 289 e um Daytona Coupé).
Na corrida, de duas horas (iniciada por 13 automóveis e terminada por apenas 11) os dois primeiros lugares foram para os Shelby Cobra Daytona Coupé, de 1965, reafirmando a força e a presença dos GT americanos da década de 1960.
A encerrar o grandioso fim-de-semana de corridas no Autódromo do Estoril arrancou a imponente grelha do Iberian Historic Endurance. 45 Protótipos, GT’s e Turismos, construídos até 1976, alinharam na recta da meta para uma corrida de 45 minutos que prometia (e viria a proporcionar) um derradeiro espectáculo de velocidade.
Carlos Barbot e Pedro Matos, em Merlyn MK4, venceram uma corrida animada, terminando à frente de Carlos Brízido-João Pina Cardoso, em Porsche 911 3.0 RS, e de Alex Collins, em Ford GT40.
O Estoril Classics voltará ao Autódromo do Estoril nos dias 8, 9 e 10 de Outubro de 2027, mantendo a tradição de reunir algumas das mais prestigiadas competições dedicadas ao património do automobilismo mundial.
Mas, antes de lá chegar, reveja, pelas imagens de Rui Correia, alguns dos vencedores ou, simplesmente, momentos particulares do Estoril Classics 2026.
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