120 anos da História do Automóvel para três noites de vendas.
Da gloriosa história dos leilões da RM/Sotheby’s não há memória de um catálogo como o que foi preparado este ano para Monterey. Automóveis (190) que se alongam por 120 anos da História do Automóvel. Alguns deles únicos, como o protótipo da Pininfarina do que viria a ser o Dino 206 Berlinetta.
O trabalho de Aldo Brovarone para a Pininfarina (já lá voltamos) está longe de ser o automóvel mais valioso do leilão. Há 24 estimados em mais do que os 3/3,5 milhões de dólares esperados pela elegante Berlinetta pintada em Giallo Volare…
Mas tem, como vários outros, o valor da singularidade. Que até nem existe no mais valioso do leilão, o McLaren F1 GTR, de 1996 (o que já faz dele um Clássico), propriedade de Nick Mason, o baterista dos Pink Floyd, conhecido coleccionador de Clássicos.
O “Pop Art” McLaren, como é conhecido, é um de dois fabricados com cauda curta, sendo que o outro competiu (e venceu) em Le Mans. Está avaliado em 35 milhões de dólares, valor que, se for atingido, ficará como um marco dos leilões deste ano.
Mas, com um catálogo com 190 automóveis e quatro motos, em que 56 das viaturas estão estimadas em mais de um milhão de dólares, tudo pode acontecer no Portola Hotel & Monterey Conference Center, onde o leilão da RM/Sotheby’s decorre de 13 a 15.
Do Chevrolet Corvette Grand Sport, de 1963 (entre 11 e 13 milhões), ao Duesenberg Model JN Convertible Coupé, de 1935 (construído para o “rei” de Hollywood Clark Gable e que poderá chegar aos oito milhões), passando pelo Mercedes Simplex 40 HP, de 1904 (estimado entre cinco e seis milhões), há muito por onde escolher.
Sem esquecer o segundo mais valioso do catálogo – preço estimado entre os 12 e os 15 milhões –, um Aston Martin DB4 GT Zagato ou o Talbot-Lago T150-C SS Teardrop Coupé, criação de 1938 da Figoni et Falachi, o mais valioso pré-Guerra, com a sua estimativa entre sete e oito milhões de dólares.
Com 29 modelos com origem na Ferrari, voltamos ao Dino de que falámos inicialmente, não para a discussão estéril de se é ou não um Ferrari, mas para recordarmos a sua origem (ver https://www.auto-vintage.net/2026/06/30-de-junho-de-1956-o-pior-dia-da-vida.html) e o seu passado no mercado.
Tendo mostrado um primeiro protótipo do Dino em 1965 – no Salão de Paris e que foi vendido em 2017, por 4.390.400 euros –, o exemplar que agora chega a leilão é o protótipo (funcional) de 1966, apresentado no Salão de Turin, em Novembro desse ano.
Trata-se do mesmo que a Gooding leiloou em Pebble Beach em 2018 e que, então, foi vendido por 3.080.000 dólares. Quem o comprar será o décimo proprietário (!), tendo de pagar um preço entre os 3.000.000 e os 3.500.000.
Valores que, a verificarem-se, não confirmam ter sido a compra anterior um bom investimento…
Foto: RM/Sotheby’s
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