Catálogo da Gooding/Christie’s aposta forte na competição

Do vencedor das 500 Milhas de Indianapolis de 1931 ao primeiro Ferrari 250 P.

Um pouco ao contrário da imagem que lhe é normalmente associada, a Gooding/Christie’s construiu um catálogo para Monterey Car Week onde os automóveis com história no Automobilismo estão em destaque. A começar pelo primeiro dos Ferrari 250 P.

Com 169 automóveis à venda, nos dias 14 e 15, no Parc du Concours de Pebble Beach, a Gooding/Christie’s é a última leiloeira a entrar em cena na Semana de Monterey.

Como dissemos, a aposta em modelos de competição é bastante forte, liderada pelo Ferrari 250 P, de 1963, o primeiro dos protótipos saídos de Maranello para as provas daquele ano.

Segundo nas 12 Horas de Sebring e terceiro nas 24 Horas de Le Mans, inscrito pela equipa de fábrica, seguiu depois para os Estados Unidos, onde foi confiado à NART (North American Racing Team).

Com o número de chassis 0810, desenvolvido tecnicamente por Mauro Forghieri, tendo John Surtees como piloto de testes, foi a arma da Ferrari para dar início a uma sequência de anos de sucesso na categoria de Protótipos.

Com este histórico, não surpreende, portanto, que esteja estimado entre 15 e 20 milhões de dólares, cerca do dobro de outro Ferrari (o segundo mais valioso do catálogo da Gooding), o 250 GT SWB Berlinetta Competizione (chassis 2701GT), de 1961, um dos raríssimos “SEFAC Hot Road”.

E, como não há dois sem três, há também em catálogo um Ferrari Dino 206 S Berlinetta, de 1966 (que o NART fez correr até 1969), estimado entre 3.500.000 e 5.000.000.

Mas estão longe de ser apenas os modelos de competição nascidos em Maranello a destacar-se no leilão da Gooding/Christie’s.

Também lá estarão, entre outros, um Bentley 4 1/2 Litre Supercharged “Blower” Sports, estimado entre 3.500.000 e 4.000.000 dólares, um par de Maserati dos anos 50 e, até, o Miller ‘Bowes Seal Fast’ Special, vencedor das 500 Milhas de Indianapolis de 1931.

Outra das preciosidades com passado na competição é o Porsche 907 Langheck, de 1968, vencedor da edição desse ano das 24 Horas de Daytona. Está avaliado entre 4,5 e 5,5 milhões de dólares, sendo o Porsche de competição mais valioso de um catálogo de constam ainda um Porsche 910, um 904 Carrera GTS (entregue novo à Brumos) e um 550A Spyder de 1958. Todos com valores estimados entre US$ 1,8 milhão e US$ 2,2 milhões.

Tendo os Estados Unidos como palco é natural que no leilão da Gooding se venha a distinguir um “filho da terra”: o Shelby Cobra Daytona, chassis CSX2300, montado no final de 1963 e que tem a particularidade de ter sido o único que esteve registado em nome de… Carroll Shelby (de 1975 a 1998).

Com uma história que inclui participações no Tour Auto (estreia, em 1964), em Daytona e Sebring, atravessou o Atlântico para correr em Nürburgring e Reims e, batendo a Ferrari, garantir o título de campeão mundial FIA GT.

O recorde em leilão para um Shelby dura desde 2016, ano em que foi pago pelo chassis Shelby 260 Cobra CSX2000 (de 1962) a quantia de 13.750.000 dólares.

Agora o Shelby Cobra Daytona, chassis CSX2300 está estimado em 25 milhões de dólares. Valor mínimo…


Foto: Gooding/Christie’s

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