De Londres até Lisboa alguém perdeu o “fair play”

Britânicos Dick Baines-Harry Baines (Porsche 911) venceram. Evandro Gueiros-Ivo Tavares “afastados” do quarto lugar da Geral devido a um protesto.


Terminou a maratona Londres-Lisboa, com a vitória da dupla britânica Dick Baines-Harry Baines, em Porsche 911. O final da prova ficou, entretanto, marcado por um protesto de uma outra equipa britânica, que “afastou” Evandro Gueiros-Ivo Tavares do quarto lugar da Geral.

Primeiros líderes da prova, ainda apenas com o arranque britânico, os Baines e o seu Porsche estiveram sempre na luta pela vitória, tendo como principais opositores Graham Platts-Neil Ripley, em Austin Healey 100M, que terminaram na segunda posição.

Completou o pódio o MG B da equipa Dave Maryon-Henry Carr, que desde Espanha já vinham ocupando essa posição.

As três regularidades e um teste do derradeiro dia, entre a Curia e Lisboa, nada alteraram… na estrada.

Tinha sido comunicado à organização, ainda antes da prova começar, que Evandro Gueiros trocaria de navegador para a derradeira etapa, uma vez que Ivo Tavares iria disputar – e assim aconteceu, com a vitória do navegador, ao lado de Jorge Coelho – a prova do “Nacional” que começava nesse dia.

A hipótese foi aceite, sendo que no Regulamento estava prevista uma penalização de 10 minutos para essa situação… caso alguém viesse a evocar esse artigo.

Infelizmente para a dupla do Porsche azul, até então quarto classificados da Geral e primeiros da sua categoria, a equipa britânica que se encontrava no lugar imediato apresentou um protesto e a organização, mesmo a contra-gosto, não conseguiu travar as consequência da falta do tradicional (diz-se…) “fair play” britânico.

“À chegada – conta-nos Ivo Tavares – a dupla que estava no 5° lugar foi protestar o facto de termos trocado o navegador. Embora seja algo reconhecido nos regulamentos com uma penalização de 10 minutos (a que nos foi atribuída), é algo que muito muito raramente acontece nas provas organizadas pela Hero-Era, uma vez que toda a gente que participa nas suas provas se gere por uma cultura desportiva descontraída, uma vez que não é o WRC…”.

Apesar da tristeza – com a penalização, a equipa caiu para a 24ª posição, quintos da categoria –, Ivo Tavares não esquece o que foi feito na estrada e faz um balanço positivo:

“Estamos completamente tranquilos. Sabemos a prestação que tivemos ao longo de todo o evento e as dezenas de mensagens de apoio de quase todos os outros concorrentes e inclusivamente dos organizadores. Sabemos que deixámos uma marca extremamente positiva e isso, para nós, mais do que um resultado, é o que nos deixa orgulhosos”.

Orgulhosos é certamente como também devem estar Nuno Pena e Patrique Fernandes, os membros da equipa do Volvo 123 GT, que terminaram na 12ª posição da Geral, primeiros da respectiva categoria.

Como também estará Rui Correia, o autor das excelentes fotos que acompanham estas linhas.










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