Do O.M. 665 S MM Superba (o primeiro a partir) ao valor das inscrições.
Podem ser escolhidas as melhores frases, mas, mesmo para quem assiste ao vivo, contar em palavras o que é um evento como as 1000 Miglia é quase impossível. Talvez em números e imagens (fotos e um vídeo) se consiga dar uma melhor ideia…
1 - O nº 1 foi algo que não existiu este ano. Como sempre, os primeiros números são atribuídos aos O.M. 665 S MM Superba, por ter sido esse automóvel a vencer a primeira edição da prova. Com o nº 3 nas portas, a honra de ser o primeiro a partir coube este ano à equipa Stefano Morbio-Pasqualino Rinaldi, os únicos com um automóvel de 1927.
4 - É o número de vitórias nas 1000 Miglia que passou a contar o argentino Juan Tonconogy. Este ano navegado pela sua irmã Margarita (que na Argentina costuma competir ao volante), depois de nos anteriores triunfos ter tido como navegador Guillermo Berisso (em 2013 e 2015) e a sua mulher Barbara Ruffini (em 2018).
5 - Foi o número de etapas deste ano, num percurso que, tal como no ano passado, manteve o original traçado em “oito”. Brescia, Pádua, Montecatini Terme, Roma, Rimini e, por fim, novamente Brescia acolheram o final das etapas.
33 - Foi esse o número de países representados à partida em Brescia, ilustrando bem como as 1000 Miglia se tornaram num evento global. As equipas italianas (225) estavam em maioria.
49 - Foi esse o número de Alfa Romeo que alinharam na edição deste ano. Era a marca mais representada e foi a que ocupou os dois primeiros lugares finais. Em quantidade, seguiam-se os Fiat, Ferrari, Lancia e Jaguar.
62 - Ao longo do percurso, a segurança rodoviária foi garantida por um destacamento da Polícia Rodoviária da Lombardia constituído por 62 elementos, que se faziam deslocar em 10 automóveis, 40 motos e um veículo de assistência. Complementaram o seu trabalho milhares de elementos das polícias municipais das localidades atravessadas. A presença da Polícia também se fez notar com três automóveis históricos: um Alfa Romeo Giulietta TI 1300, um Fiat 1500 e um Alfa Romeo TI Super Special 1900, conhecido como "Pantera".
120 - Foi o número de admitidos à partida do evento paralelo, o Ferrari Tribute. O mais antigo, um Dino 246 GT, de 1972, de um elenco em que apenas nove eram do século passado. Por questões logísticas, só partilhavam parte do percurso – apenas as chegadas a Roma e a Brescia coincidiam –, rolando à frente da caravana das 1000 Miglia.
144 - Era o número de provas cronometradas, a que se somavam oito provas de média, 23 controlos horários e 25 controlos de passagem. Tudo isto com recurso às actuais tecnologias, mas sempre com presença humana de equipas formadas por várias pessoas.
182 - Foi o número atribuído ao Aston Martin DB2 Drophead, de 1950, o automóvel da única dupla portuguesa à partida, formada por José Romão de Sousa, que se fez acompanhar pelo seu neto Tomas Rocchi.
435 - Foi esse o número de viaturas que, após as verificações, foram admitidas à partida, que, como habitualmente, teve lugar na Vialle Venezia, em Brescia. Por entre milhares de pessoas, quase todas com as populares bandeirinhas, que são oferecidas pelo staff em todas as localidades visitadas pelas 1000 Miglia.
1.000 - A “abertura da estrada”, nas 1000 Miglia, não cabe ao tradicional (nos Ralis) Carro Zero. Essa honra está reservada ao nº 1000, que nesta edição era um Triumph TR2, confiado a diversas personalidades convidadas.
1927 - Faz no próximo ano um século que teve lugar a primeira edição das 1000 Miglia, então uma prova de velocidade, em estrada aberta. Que terminou em 1957, tantas eram as vítimas (pilotos e público) que se registaram ano após ano.
1977 - 20 anos depois da prova de Velocidade ter terminado, as 1000 Miglia, em Regularidade, regressaram em 1977. A segunda edição da “evocação” só se realizou em 1982 e a terceira em 1984. Apenas a partir de 1986 a prova passou a realizar-se todos os anos.
2027 - Será o ano do Centenário da prova original e a 45ª edição da fórmula de Regularidade. Regressará à data tradicional, no final do mês de Maio, de 22 a 29.
2.091 - Era esse o total de quilómetros a percorrer este ano pelas mais de 400 equipas que alinharam à partida. Um desafio que, diz quem o viveu, exige uma boa preparação física.
2.700 - Quase três quilos (2.700 gramas, para ser mais exacto). Era esse o peso total dos seis volumes do Road Book. Um por cada etapa (num total de 566 páginas) e o sexto apenas com mapas.
13.000 - Um número precedido da palavra Euro. Era esse o valor mais baixo da inscrição na prova. Obrigatoriamente acrescido da taxa máxima de IVA, que em Itália é de 22%, o que fez com que o valor mínimo de inscrição fosse de € 15.860. Esse era o valor “Base”, pois uma inscrição “Silver” já subia para um total de € 18.300, enquanto a “Gold” foi fixada em 22.570 (IVA incluído).
Fotos e vídeo: 1000 Miglia
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