Competição promovida pela Race Ready (que levou 83 carros para a pista) proporcionou quatro excelentes corridas.
O Iberian Historic Endurance, que no Algarve Classic Festival reuniu a maior grelha de partida dos 14 anos da sua história, com 83 carros inscritos, não desiludiu: quatro corridas recheadas de interesse prenderam a atenção de quantos marcaram presença no evento, que levou oito mil espectadores ao Autódromo Internacional do Algarve.
A grelha destinada às viaturas das categorias GTP & SC, H-1971 e H-1976 – aqui designada Historic Endurance 2 – foi a primeira a abrilhantar a jornada de sábado. Sem surpresa, os Ford GT40, que largaram da primeira linha, tomaram a dianteira.
Com um ritmo forte, Paulo Lima dominou a primeira metade da prova, mas a entrada do “Safety Car” reduziu a nada a vantagem do piloto da RP Motorsport.
Depois das paragens nas boxes, o carro idêntico da dupla inglesa Alex Collins-Martin Stretton, que arrancara da pole-position, conseguiu recuperar a primeira posição e venceu a corrida, à frente de Paulo Lima.
O britânico Tom Canning, num Ginetta G10, completou o pódio da corrida e da classe GTP & SC, numa prova em que não teve argumentos para acompanhar os carros da marca do oval azul.
A segunda corrida, no domingo, teve um início semelhante ao da primeira, com os dois GT40 a fugirem na frente e o Ginetta logo atrás. À segunda volta, porém, uma avaria na alavanca da caixa de velocidades ditou o abandono de Tom Canning.
Paulo Lima assumiu a liderança e, desta vez, comandou até ao fim de uma prova que, já perto do termo, teve um novo “Safety Car” a reagrupar o pelotão. Mesmo assim, o piloto do Ford GT40 nº 5 aguentou o primeiro lugar, que só perdeu depois de ver a bandeira de xadrez, por ter sido penalizado devido ao incumprimento do tempo de paragem obrigatória nas boxes, sendo relegado para o terceiro lugar final.
Assim, Alex Collins e Martin Stretton, que fizeram a melhor volta da corrida na derradeira volta dos 50 minutos de intensa competição, foram novamente os vencedores.
Na segunda posição terminou o pequeno e ágil Merlyn Mk4 de Carlos Barbot e Filipe Campos, autores de uma corrida de trás para a frente, sempre a subir posições, depois de terem arrancado do fim da grelha por não ter realizado qualquer volta na corrida de sábado.
Já no que diz respeito à grelha denominada Historic Endurance 1 – reservada às máquinas de Turismo e GT históricos até 1976 –, a primeira corrida terminou com uma “dobradinha” de Shelby Cobra Daytona, com a dupla Olivier Muytjens/Brice Pineau a cortar a meta à frente de Jac Meeuwissen/Ties Meeuwissen. Connor Kay e Dominic Mooney, num Lotus Elan 26R, completaram o pódio.
Contudo, ao contrário do que dizem os resultados finais, as primeiras voltas foram dominadas não pelos Cobra mas pelos Jaguar E-Type, primeiro pelo de Laurent Jaspers, depois pelo da dupla Rhea Sautter/Andrew Newall.
Porém, na segunda metade da corrida assistiu-se à ascensão dos Cobra Daytona, com o carro da HY Racing a ultrapassar, à 14ª volta, o idêntico da Rhea Sautter Motorsport.
A segunda corrida voltou a ter os mesmos protagonistas no topo da classificação. Desta vez, porém, a entrada do “Safety Car” por duas vezes nos últimos 20 minutos juntou os líderes, o que proporcionou espectáculo e uma incerteza suplementar, com três carros a passarem pela primeira posição: o Jaguar da dupla Rhea Sautter/Andrew Newall e os Cobra Daytona de Jac Meeuwissen/Ties Meeuwissen e de Olivier Muytjens/Brice Pineau.
No final, o duo Muytjens/Pineau mostrou-se o mais forte, superando o carro dos Meeuwissen, com Connor Kay e Dominic Mooney, num Lotus Elan 26R, a fecharem um pódio exactamente igual ao da primeira corrida.
No Index de Performance, a vitória sorriu aos britânicos Robin Ellis e Andy Wolfe, num Lotus Elite, que levaram para terras de Sua Majestade um exemplar exclusivo da prestigiada marca suíça Cuervo y Sobrinos.
Foto: Race Ready
Reviewed by Auto Vintage
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3.11.26
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