A 31 de Março de 1901, Heinrich Opel venceu a Rampa de Königsstuhl num “Motorwagen” modificado.
Hoje é um dia especial para a Opel e para a sua história desportiva. A 31 de Março de 1901, faz hoje 125 anos, Heinrich Opel, com um “Motorwagen” modificado, venceu a Rampa de Königsstuhl.
Este evento marcou o início da história de sucesso da Opel no desporto motorizado, que continua até aos dias de hoje numa ampla variedade de séries de corridas e ralis. Ao longo das décadas, a trajectória da marca levou-a desde as suas primeiras corridas de rampa, passando pelos Campeonatos Europeu e Mundial de Ralis, até às corridas de circuito com a Fórmula Opel, a Fórmula 3, o German Touring Car Masters (DTM) e o International Touring Car Championship (ITC).
Mas voltemos a 1901 – ano excepcional para várias marcas, como, por exemplo a Mercedes, como demos conta há dias em https://www.auto-vintage.net/2026/03/25-de-marco-de-1901-o-primeiro-dia-da.html – e ao triunfo de Heinrich Opel.
A Opel estreou-se no Automobilismo ainda no final do Século XIX. Heinrich Opel, o segundo filho mais novo do fundador da empresa, Adam Opel, participou na primeira corrida internacional na Alemanha – a prova de longa distância "Aachen–Coblenz" – em Maio de 1899, ao volante de um Patent-Motorwagen "System Lutzmann" (na imagem de topo).
Infelizmente, um problema técnico impediu-o de chegar à linha de meta, mas não quebrou o entusiasmo dos irmãos Opel, que participaram em corridas subsequentes, embora tivessem de esperar um pouco mais pelo seu primeiro verdadeiro sucesso.
Mesmo sem vitórias, os irmãos estavam constantemente a melhorar os seus automóveis e, acima de tudo, a aumentar a sua fiabilidade.
A 31 de Março de 1901, o grande momento finalmente chegou: Heinrich Opel alinhou à partida com um "Motorwagen" modificado para a primeira "corrida de montanha" no Königsstuhl.
A prova de rampa perto de Heidelberg, organizada pelo Rheinischer Automobilclub, é considerada a primeira na região metropolitana do Reno-Neckar e uma das primeiras corridas de montanha da Alemanha.
O Opel de 5 CV caracterizava-se sobretudo pelo seu peso reduzido: os guarda-lamas, os estribos, as luzes e os acabamentos tinham sido removidos (imagem de fundo).
De forma consciente ou inconsciente – os conhecimentos sobre aerodinâmica só viriam a influenciar o design automóvel muito mais tarde –, o fabricante de automóveis sediado em Rüsselsheim reduziu a resistência ao ar utilizando saias laterais em pele e uma cobertura tensa que se estendia desde a parte frontal plana até ao topo dos bancos.
Tudo isto valeu a pena: Heinrich Opel completou o percurso de montanha, de 4,5 quilómetros – com um desnível de 450 metros e troços com inclinações de até 16% – em 23 minutos no "Motorwagen" optimizado, deixando assim os seus concorrentes muito para trás.
A fiabilidade do automóvel foi particularmente impressionante e não apenas durante a corrida.
Ao contrário de hoje, em que os automóveis de corrida são transportados para as pistas, em 1901, Heinrich Opel fazia a viagem de ida e volta para o evento no seu próprio veículo.
Neste caso, ele percorreu o trajecto de 180 quilómetros em apenas quatro horas, atingindo uma velocidade média de 45km/h, o que era uma velocidade média extraordinária naquela época.
Os irmãos Opel reconheceram rapidamente o potencial do desporto motorizado. O sucesso não só reforçou a imagem da jovem marca e dos seus produtos, mas o trabalho de desenvolvimento também teve um impacto positivo na fiabilidade de toda a gama de automóveis.
E a Opel provou, no ano seguinte, que este sucesso inicial não foi um acaso.
Uma nova parceria com o fabricante francês Alexandre Darracq deu um novo impulso à equipa Opel.
Na segunda edição da Rampa de Königsstuhl, disputada a 26 de Outubro de 1902, tendo novamente Heinrich Opel como piloto, o recém-desenvolvido Opel-Darracq cruzou a linha de chegada em apenas 10 minutos e 15 segundos, mais de quatro minutos à frente do concorrente mais rápido seguinte.
Fotos: Opel Media
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31.3.26
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