O mais caro de sempre



Ferrari 250 GTO mudou de mãos por 60 milhões de euros.


Diz-se que o segredo é a alma do negócio, mas neste caso a informação apenas esteve guardada por poucas semana. E, quando se tornou pública, soube-se em todo o mundo. O alemão Christian Glaesel vendeu o seu Ferrai 250 GTO ao norte-americano David MacNeil. Nada de especial, se não estivéssemos a falar de um negócio de quase 60 milhões de euros.
Comprador e vendedor são duas das mais conhecidas figuras de coleccionadores de modelos raros da Ferrari. Christian Glaesel, em especial pelo uso que dá em competição aos seus automóveis de milhões. David MacNeil pela crescente fortuna – assente num negócio de tapetes para automóveis –, pelas contribuições para a campanha de Donald Trump… e também pela extensa colecção de modelos Ferrari.
Segundo o site que melhor regista os proprietários dos Ferrari (www.barchetta.cc) o 250 GTO que agora se soube ter mudado de mãos resulta de um negócio que teve lugar a 23 de Abril deste ano.
A história saltou para as notícias quando a confirmou o principal historiador da marca, Marcel Massini, ao mesmo tempo que afirmava a sua segurança de que "nos próximos cinco anos os 250 GTO ultrapassarão a barreira dos 100 milhões de dólares".
O GTO que agora mudou de dono, por 70 milhões de dólares – o chassis 4153GT, acabado de construir a 2 de Junho de 1963 –, passa assim a conhecer o seu 11º proprietário, depois de ter sido entregue, em 1963, a Pierre Dumay, que com ele alinhou nos 1000Km de Nürburgring e nas 24 Horas de Le Mans.
Acabando esse primeiro ano já como pertencendo a Ecurie Francorchamps, no ano seguinte, já propriedade do Marquês Philippe de Montaigu, conseguiu o seu mais importante resultado, a vitória no Tour de France de 1964, tendo como pilotos Georges Berger e Lucien Bianchi.
Bianchi que, ainda em 1963 (a 22 de Setembro) correu com esse carro em território português, no Grande Prémio de Luanda, onde o Ferrari voltou, no ano seguinte, tendo como pilotos Langlois van Ophem e o proprietário Philippe de Montaigu.
Apontado, por Marcel Massini, como sendo hoje "um dos quatro ou cinco melhores GTO no estado actual" (no total, fabricaram-se 33), o chassis 4153GT iniciou no final de 1965 uma vida errante. Passou pela Suíça, Espanha, França, novamente Suíça e por fim Alemanha, comprado no ano 2000 por Bernd Grohe, que o vendeu três anos mais tarde a Christian Glaesel, que o mandou restaurar na DK Engineering.

Certificado pela Ferrari Classiche, em Dezembro de 2012, passou agora a ser (que se saiba…) o automóvel mais caro do Mundo.
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